Melhores Amigas - Emily Gould



Perguntou a si mesma se contava ser bom quando você fazia a bondade por motivos puramente egoístas. Provavelmente não, mas quem ligada? O importante era o que você fazia, não como se sentia.
Segundo livro da Coleção Ha, Melhores amigas é um romance voltado ao público feminino. O enredo trazido pela autora aborda situações comuns a algumas mulheres por volta dos trinta anos que precisam encontrar a saída para a bagunça que se tornou a vida, quando ela “já deveria estar mais arrumadinha”. Será?

As protagonistas Amy Schein e Beverly Tunney se conheceram quando trabalhavam numa grande editora em Manhattan e, por insistência de Bev, se aproximaram e se tornaram amigas. Após trabalhar um tempo na editora, Amy mudou de emprego e foi trabalhar em um site onde fez bastante sucesso. Bev, por sua vez, largou o emprego e mudou-se de cidade com o namorado, pois ele ia cursar direito fora de Nova York.

O livro começa quando Amy e Bev se reencontram. Amy pediu demissão do site onde trabalhava e estava colaborando em um blog meio esquisito. Imatura, a personagem gasta além do que pode e está infeliz no atual trabalho, mas é este emprego que a mantém financeiramente. Para completar, a vida amorosa da jovem anda cheia de interrogações: Sam, o namorado, não demonstra interesse em aprofundar a relação e está prestes a ir morar na Espanha, pois recebeu uma oportunidade irrecusável.

Como já adiantei, Bev havia conhecido o charmoso Todd, se apaixonou e resolveu largar tudo para segui-lo. Deixou o emprego na editora e alguns sonhos pelo caminho. Mudou-se com o namorado para Winsconsin, onde o rapaz foi estudar direito e Bev conseguiu trabalho, mas que em nada tinha a ver com suas expectativas profissionais. O romance de Bev e Todd terminou e ela resolveu retornar a Nova York. As duas amigas estão passando pelo que podemos chamar de momento de crise. Ambas estão insatisfeitas com a vida profissional, amorosa e financeira. Amy ao menos tem uma ocupação que rende algum dinheiro, enquanto Bev está desempregada e às voltas para conseguir ao menos um emprego temporário, a situação pra ela anda bem complicada e começa a faltar dinheiro até para o básico.


Em meio a essas situações, que já não são fáceis de lidar, somam-se novos problemas que exigem posicionamento e tomada de decisões difíceis. A impressão que dá é que o mundo das protagonistas vai desabando...Falta de dinheiro, desesperança, relacionamento frustrado, são só alguns problemas que essas jovens mulheres precisam enfrentar e superar. Será que esta amizade é capaz de aguentar esse turbilhão de emoções?

Ao longo dessa história teremos os desdobramentos das escolhas (e consequências) das amigas. Com o avançar da leitura, fiquei me perguntando qual a medida desta amizade, se o sentimento entre elas é mesmo recíproco. Fiquei com impressão de que havia uma relação de dependência emocional entre elas, de um jeito não muito saudável.

Confesso que faltou empatia em relação as duas protagonistas, sobretudo para com Amy. A achei imatura, os pés totalmente fora do chão e, em muitas passagens na história, ela me passou aquela impressão de uma jovem difícil de lidar, que eu não tenho certeza se teria paciência para manter como minha amiga. Com Bev fui um pouco mais tolerante, mas não é uma personagem que eu posso dizer que me cativou. Apesar de não terem ganhado meu coração, acho positivo que a autora não tenha criado protagonistas perfeitas e cheias de qualidades, sem dar destaque as contradições tão próprias de todo ser humano.

Esta foi uma leitura que não correspondeu muito às minhas expectativas. Não fluiu como esperado para mim, apesar do texto acessível e não muito profundo. Tive a impressão de que a autora deixou tudo muito corrido no final do livro, mais precisamente nas últimas 50 páginas.  Enfim, é um livro leve, narrado em terceira pessoa, com 254 páginas e 45 capítulos curtos. Não me identifiquei com o enredo e as problematizações, talvez isso tenha tornado minha leitura um tanto truncada, mas acho que, a depender do interesse do leitor, é um livro que pode provocar boas reflexões sobre amizade, respeito e os anseios de jovens mulheres perto dos 30 anos. Bom, se o livro interessou a alguém, então façam uma boa leitura e voltem para contar o que acharam!

Melhores Amigas - Emily Gould
Rocco
254 páginas
Livro cedido pela editora
Onde comprar: Submarino | Americanas | Saraiva | Amazon





5 comentários

  1. Parece ser legalzinho,
    mas não é meu tipo, não me identificaria com enredo como você, pelo livro ser voltado ao público perto dos trinta anos ( e eu só tenho 18)..

    bjus

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  2. Olá, muitas vezes vemos nossa vida virar de cabeça para baixo, bem mais velha, em uma idade que tudo deveria estar encaminhado. Acho que é a tal crise, que muitas mulheres passam.
    E é nesse momento que percebemos que a vida tomou um caminho que não planejávamos. Mas como começar tudo novamente?
    Se esse livro trouxer algumas respostas, gostaria de lê-lo. :)

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  3. Oi Cristiana,
    Melhores amigas não faz o tipo de leitura que curto, mas algumas coisas vivenciadas pelas protagonistas me chamaram atenção. Situações como a de Bev (largar sua vida para seguir o namorado) é algo que acontece, mas é dificil dar certo e agora ela se vê sem nada e sem ter conquistado nada. Amy e Bev são personagens que, facilmente, me irritariam em uma leitura e para duas mulheres que estão passando por dificuldades na vida a imaturidade é algo que não deveria existir, pois este é o momento onde ambas deveriam colocar os pés no chão e se focarem em conseguir melhorar a vida e alcanças os objetivos que já sonharam em algum momento. Apesar de não me interessar pelo livro acredito que seria uma boa indicação para quem gosta do gênero.

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  4. Olá Cristiana, tudo bem?
    Olha eu achei esse livro bem parecido com a vida real rsrsrs muitas vezes metemos os pés pelas mãos e acabamos nos perdendo no meio do caminho. É uma pena que a leitura mão tenha te agradado tanto assim. Não conhecia este livro ainda, mas parece uma boa leitura.
    Beijos

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