{ 30 até 30 } Ter um cachorro


Continuando minha saga de cumprir metas, hoje vim falar de algo que já consegui há uns meses, mas não tinha ainda parado pra escrever.

Quando criança tive alguns cachorros, o mais marcante foi o Sansão, um fila lindo que morreu envenenado. </3 Há uns 10 anos, meu irmão pediu um pra minha mãe e ganhou a Lolly, uma poodle caramelo linda! Mas pouco tempo depois ela ia dar porque ele disse que ia cuidar e não cuidou. Levei pra minha sogra e era uma festa sempre que eu ia a BH.

Só que, meio do ano passado, justamente por essa festa, Lolly saiu disparada de casa pra ir me ver e na volta acabou sendo atropelada. Chorei rios, porque eu considerava mais que meu irmão, foi minha melhor ouvinte num periodo bem bad da minha vida. E minha sogra, tadinha, já tinha se apegado, também ficou triste.

Por conta disso, Eli resolveu arranjar outra poodle pra minha sogra e aceitou a doação de uma amiga da minha tia. Quando me contou, eu só pensava "como levar a cachorra do Rio até BH?" e já comecei a falar que não queria bicho na minha casa, porque, além de não ter espaço, ia acabar me apegando. Dito e feito! Ela acabou precisando ir lá pra casa antes da viagem e não saiu mais. Chegou como Clara pra passar 1 dia, virou Pipoca e tá me conquistando até hoje.

A bolotinha de pelo não tem esse nome por acaso, é MUITO agitada. Não pode cair nada no chão que ela dá uma corridona pra pegar. Morde TUDO! Papel, comida, sapato, meia... Já perdi os óculos de grau porque dei mole de deixar a porta aberta! A lente tá toda arranhada e a lateral mudou até de cor depois de tanta mordida.

Não teve aquela de "ter um cachorro pra se acostumar com a ideia de ter um filho", mas foi bem legal pra nossa família. A casa mudou depois dela e nossa vida já não é mais a mesma. A bagunça não é nada perto da alegria que ela nos trouxe. Agora ela tá esperando o irmãozinho.

Aí você me pergunta se eu tenho coragem de brigar. Claro que não! Ela me olha e eu derreto toda. Se com cachorro tô assim, imagina com filho! O pai briga, mas a mãe aqui é manteiga. Em compensação, é o pai que tem moral com ela, a mim não obedece de jeito nenhum. hahaha!

Esses 5 meses têm sido maravilhosos. Uma coisinha branca pulante me esperando todo dia quando chego, uma companheirinha que tá grudada sempre com a gente, um serzinho que me ensinou a ter mais responsabilidade com horários e programações.


Pipoquinha é só amor, e eu oro pra que Deus me permita tê-la durante muito tempo. ♥















Giulia Ladislau
26 anos. Filha do Rei. Carioca da gema. Aliança na mão esquerda. Pedagoga por formação, militar por profissão, revisora por paixão. Fascinada por livros desde quando nem se entendia por gente.

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