Escola Noturna - C.J. Daugherty


Allie Sheridan é a típica adolescente rebelde: está sempre aprontando pelas ruas de Londres, bebendo, festejando ou depredando algum lugar. Fora o fato de que está sempre em conflito com os pais. Após ser presa pela terceira vez em menos de um ano, seus pais decidem dar um basta. Eles percebem que não tem mais como controlar as rebeldias da filha e se culpam por isso. Então decidem mandá-la para um internato, afastada das "más companhias", de forma que ela possa se reestruturar.

A Academia Cimmeria não é um simples internato. Lá os jovens não têm acesso a nenhum tipo de tecnologia, ou seja, sem internet ou telefone. As regras são extremamente rígidas, e ainda existe a Escola Noturna, uma espécie de sociedade secreta apenas para a elite da escola e os que não fazem parte não podem saber de nada que acontece nas reuniões e muito menos quem participa delas. Claro que isso desperta a curiosidade de Allie. Quem não ficaria curioso nessa situação?

A inserção de Allie na escola foi bem clichê. Ela conquista amizades muito facilmente e desperta a paixão de Sylvain, um garoto francês que todos dizem que nunca se interessou por ninguém. Claro que existe alguém apaixonado pelo garoto e passa a destratar Allie e espalhar boatos a seu respeito na escola. Katie morre de ciúmes de Allie ter chegado e tomado as atenções que ela nunca conseguiu.

Quem também parece se interessar pela garota nova é Carter West. Ele tem fama de mulherengo e não se mistura com o pessoal da Cimmeria. O problema de Carter é que ele é um tanto sombrio e isso desperta um certo receio em Allie, que faz com que as discussões entre os dois sejam constantes.

Numa certa noite, durante o baile de verão, uma das alunas, Ruth, é brutalmente assassinada, e Allie percebe que a diretora Isabelle sabe quem foi, assim como os alunos que ela desconfia serem da Escola Noturna.

A partir daí ela se envolve cada vez mais em uma trama repleta de mentiras e descobre que está envolvida até o pescoço em algo muito grande, mesmo sem saber como e por quê. Ela então se unirá a Carter para descobrir a verdade por trás da Escola Noturna e o que realmente aconteceu na noite do baile.

A sinopse do livro foi o que me conquistou. Não sou muito de lê-la antes de pegar um livro, mas já estava curiosa com ele há um tempo e decidi solicitar para a editora assim que tive oportunidade. É triste dizer, mas o livro não foi nada do que eu esperava. Fiquei decepcionada ao ver minhas expectativas totalmente frustradas.



A narrativa começa bem arrastada e só consegui engrenar um bom ritmo na segunda metade do livro. A autora soube desenvolver o mistério de tal forma que você vai virando as páginas num piscar de olhos, querendo saber o que está acontecendo, totalmente inserido no contexto, envolvido até o último fio de cabelo. O problema do livro foi que, mesmo no fim, não tinha ideia de qual era a proposta dele. O subtítulo do livro “Quando todo mundo está mentindo, em quem confiar?” dá a entender que todos escondem algo e no livro percebemos que isso realmente acontece, mas qual o motivo desses segredos e qual o objetivo da autora em inseri-los na trama? Me senti confuso e enganado depois que virei a última página.

O ponto alto do livro, juntamente com o mistério, foi a quantidade de reviravoltas que a autora jogava de balde em cima do leitor. Confesso que me assustei em algumas cenas de maior tensão. Além disso tudo, sempre fiquei com um pé atrás com todos os personagens, nenhum conseguiu despertar minha confiança e acho que isso foi uma brilhante jogada da autora.

O romance teve um enfoque grande, mas não tanto, para não atrapalhar trama principal. Allie está dividida entre Sylvain e Carter e esse triângulo amoroso me deu enjoo. Sylvain é o cara perfeito, popular, querido por todos e com um sotaque francês que seduz as meninas. Não preciso dizer que o odiei na primeira aparição, preciso? Carter já é mais distante, tem uma péssima reputação e é um tanto instável, mas quando está nos seus bons momentos é um cara sensível e divertido. Minha preferência por ele se deu logo de cara, mas Allie estava indecisa, e isso irrita muito.

Os personagens são bem desenvolvidos e não há espaço para figurantes, o que é bem estranho. Estão em uma escola, com mais de 50 alunos, e só uns 10 aparecem ou são citados no livro. A mudança de atitude repentina de Allie foi totalmente ridícula. Pra quem era uma rebelde nata, ela se mostrou bem apática e preocupada com as regras e as notas. Jo, a melhor amiga da garota, simplesmente foi um porre do começo ao fim. No fim eu já estava com um ódio mortal dela.

Terminei Escola Noturna com um sentimento de contradição. Agora, escrevendo a resenha, ainda não sei dizer se o livro é bom ou ruim, ficou bem no meio termo. A escrita de C. J. Daugherty é muito boa, mas a falta de explicação da verdadeira premissa da história fez com que o livro caísse no meu conceito.

Nunca gostei dessa capa. Se me perguntassem o que tem de errado nela eu não saberia responder, simplesmente não me atrai e eu sou dessas pessoas que lê livro pela capa. Quando a editora anunciou a nova capa - que é lindíssima - senti que finalmente estava na hora de ler esse livro. Aí chegou para mim a antiga. Enfim, faz parte! Pelo menos a diagramação e revisão estão bem bacanas.

Ainda não sei se vou persistir com essa série. Já conversei com alguns amigos e tenho a leve impressão de que continuarei me frustrando, mas, arrisque e leia. Espero que gostem mais do que eu.



Escola Noturna (Escola Noturna #1) - C.J. Daugherty
Suma de Letras
336 páginas
Livro cedido pela editora
Onde comprar: Submarino | Americanas | Saraiva | Amazon
Andressa Leal
Andressa, Dressa, Dreeh. Carioca e Tricolor. Na casa dos vinte. Futura noiva. Viciada em The Sims, fotografia e livros. Acredita que ter um blog é a melhor forma de juntar sua profissão com suas paixões.

5 comentários

  1. Olá Andressa !!

    Nossa, quando vi a "chamada" da resenha na minha página principal do blog (quando a pessoa segue), eu vim correndo ler porque AMO ver resenhas desse livro, levando em consideração que eu AMEI. Mas fiquei imensamente triste em ver que o que eu li não foi o mesmo que você. Porém super entendo, a leitura influi e contribui de forma diferentes para pessoas diferentes, e entendo completamente sua posição.

    Eu sou muito volátil nas minhas leituras, e Escola Noturna foi uma leitura rápida, fluida e legal pra mim. Eu consegui me envolver, e não confiar em ninguem. Sou #TeamCarter e eu acredito que Sylvian não preta. kkkkk

    Já li o segundo, e fiquei imensamente triste quando soube que Escola Noturna provavelmente não vai ter sua continuação lançada. Então tô só saindo das contas pra comprar importado mesmo kkkk

    Enfim, de qualquer forma adorei sua resenha, e repito: uma pena não ter funcionado com você.

    beijos
    Pausa Para Um Livro

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  2. Comecei a ler esse livro em ebook e infelizmente não deu para continuar a leitura,pois meu tablet(que é onde leio),travou de tal maneira ,que se tornou impossível continuar a leitura.
    Como sou fascinada por livros ou filmes de mistério,ainda tenho vontade de ler esse livro.

    E diferente de você, adorei a capa!
    Achei a garota com pinta de rebelde mesmo.
    ;)

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  3. Oi Dreeh,
    Confesso que não conhecia esse livro, e já pela sinopse consegui ver que essa leitura não funcionaria para mim. Gostei muito da sua resenha bem sincera e esclarecedora, pois com esses pontos que você destacou já sei que não conseguiria me envolver com essa história. Detesto triângulo amoroso, ainda mais com essa personagem que pelo jeito é bem irritante. Mesmo que a autora soube desenvolver bem o mistério, acredito não vou ler, pois pelo jeito, seria uma leitura bem frustrante para mim.
    Beijos

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  4. Já conhecia o livro, mas ainda não li. Gosto de livros do gênero, esse me lembra Fallen e House of Night, que adorei. Lendo a sua resenha provavelmente não lerei o livro(ou sim, para conferir). Acho que também não vou gostar. Talvez seja bom ler pelo menos o segundo livro, vai que melhore. Com relação a capa, concordo com você. Sei lá, a edição que tem a foto de uma garota achei estranha. Mas até que gostei da outra edição, que é bem diferente.

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  5. Andressa, eu estava louca para lê-lo, li quase até a metade, e achei chatíssimo, gente que sono kkkk
    Enfim, até troquei já com um amigo.
    Ai não, muita enrolação, sem as mentiras todas que achei que teria pela sinopse e tal.
    Não consegui gostar, e agora sabendo que a Ruth morreu, a personagem até a parte que eu li era tão bacaninha...
    Me decepcionei. Não voltarei a ler não.
    bjss

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