Rebelde - Amy Tintera

Esta resenha pode conter spoilers do livro anterior.
Reboot



Título: Rebelde (Reboot #2)
Autor(a): Amy Tintera
Editora: Galera Record
Nº de páginas: 352
Onde comprar: Submarino | Saraiva | Americanas
Nota:

Wren Connoly acreditou que seu lado humano tivesse ficado para trás no instante em que ela morreu... e voltou à vida como Reboot em surpreendentes 178 minutos. Com uma força extrema e treinada para ser o soldado perfeito, Wren precisou fugir da CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, para salvar Callum 22, o rapaz que lhe mostrou ser possível ter emoções, compaixão e até amor, sendo Reboot.
Após terem escapado da CRAH, Wren e Callum estão prontos para recomeçar a vida em paz, na reserva Reboot. Mas Micah, o Reboot que comanda o local, tem planos malignos em mente: dizimar os humanos da Terra. Micah vem construindo um exército Reboot há anos, e finalmente está pronto para iniciar ataques às cidades. Agora que fugiram, Wren e Callum precisam decidir se ficam ao lado de Reboots ou se abandonam tudo e vivem longe da guerra. Aos poucos, os dois percebem que só há uma alternativa: precisam se tornar rebeldes.

Os 5 anos que Wren passou como reboot foram sempre iguais, uma rotina de destruição e falta de emoções, até que Callum chegou e fez uma reviravolta. Ela precisou arriscar a própria "vida" para salvar a dele, descobrindo sentimentos que nem imaginava que podiam existir. Agora eles estão a salvo, livres do domínio da CRAH e prestes a entrar na reserva de reboots. Foi aí que o livro 1 terminou e é aí que o livro 2 começa.

Acompanhados dos outros reboots recém-libertados, eles têm a esperança de viverem uma nova época, junto com seus semelhantes e isolados dos humanos, principalmente da CRAH. A princípio tudo parece perfeito, o líder da reserva Micah os recebe e fica impressionado com a 178, ainda mais depois de saber que ela liderou o resgate de todos aqueles reboots. Mas Wren sente que alguma coisa não está muito certa, só que não pode falar nem demonstrar nada para não preocupar Callum. Assim, eles se adaptam à rotina do local e vivem normalmente.

Com o passar do tempo, é Callum que percebe que há algo errado por ali. Eles começam a não concordar com alguns posicionamentos extremistas de Micah, principalmente com o desejo de vingança contra a CRAH e a raça humana. Apesar de Wren não se importar, ela não consegue ficar indiferente aos sentimentos de Callum e decide lutar para impedir que os planos de Micah sejam concretizados. Antes a ameaça eram os humanos, agora eles têm mais um adversário: a própria raça.

Eu não me importava.
Eu não me importava.
Eu não me importava.
E deixei escapar um grito de frustração ao soltar seu pescoço, curvando-me ligeiramente para trás... Passei uma das mãos pelos olhos e percebi que estavam úmidos... Pensei em matá-lo, mas desisti novamente, sendo vítima da mesma sensação nojenta. Eu poderia matar alguém simplesmente por ser mais forte? Eu era esse tipo de pessoa?
Não. Eu não era esse tipo de pessoa.

Reboot termina daquele jeito que eu sei que você gosta, louco pra pegar a continuação e devorar. Finalmente Rebelde chegou às minhas mãos e eu pude terminar a história de Wren e Callum. Como disse na resenha anterior, o romance aqui não é um elemento pra conquistar os românticos de plantão; ele tem importância crucial para a mudança de Wren. Não basta saber se eles vão ficar juntos, quero ver como isso vai afetar as atitudes de ambos - principalmente dela. Mais ou menos resumindo, se não fosse o romance, não teria história. Apesar disso, ele não é o foco do livro. E mesmo assim ele é a salvação de ambas as raças. Deu pra entender?

Aqui fui surpreendida por uma novidade: Wren passa a revezar com Callum a narração do livro, e ficou simplesmente fantástico! Ele é aquele personagem amorzinho, que conquista de cara, sempre enxergando o melhor das pessoas. Wren até então era fechadona, com raros momentos de "humanidade", mas agora está bem mais cativante.

Aqui as críticas não são tão sociais por causa dessa pegada fantástica de zumbis quem diria, Giulia lendo e gostando de livro de morto-vivo, mas mesmo assim dá pra parar e pensar um pouquinho, especialmente sobre aceitação do diferente.

A escrita continua viciante! Tem emoção e ação, tem momentos de calmaria e segundos de respiração suspensa. Como toda boa distopia, prepare-se para se despedir de alguns personagens. Mas siga em frente porque o final é arrebatador! Que livro! Esse díptico (duologia como vocês conhecem - e pausa para o destaque que ela fugiu do clichê das trilogias distópicas) está sensacional e merece ser lido por todo fã do gênero.

Dessa vez eu falei pouco, mas a mensagem que tem que ficar é: LEIA! Você não vai se arrepender!
Giulia Ladislau
26 anos. Filha do Rei. Carioca da gema. Aliança na mão esquerda. Pedagoga por formação, militar por profissão, revisora por paixão. Fascinada por livros desde quando nem se entendia por gente.

7 comentários

  1. Ainda não consegui ler esse primeiro porque queria ter mais dos livros pra ler. Muitos falam que é uma leitura viciante, que aquele livro 1 acaba de um jeito que te faz roer unhas pelo próximo. E com esse parece que ela não decepcionou. Adoro o gênero e estou louca pra ver o que ela fez com esses livros. Acho que não vou me arrepender mesmo, que história! ^^

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  2. Oi, Giulia. Tudo bem?
    Bom, eu tenho planos de começar em breve a ler esta serie e por isto achei melhor não ler a resenha por ela conter spoilers, afinal, eu faço parte daquele grupinho que odeia spoilers, hahá! Mas tenho certeza de que vou amar a história e de que sua resenha está incrível. Voltarei aqui quando terminar a leitura deste.
    Bjs!

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  3. Oi, boa noite
    Tenho que confessar que não li a resenha toda. Não conhecia a série, então não li o primeiro, mas lendo a sinopse fiquei bem interessada, até pq pelo o que você disse é algo bem novo, sem clichês.

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  4. Oi Giulia!
    Li resenhas boas e nem tão boas sobre Reboot, o que me deixa meio que em dúvida se deveria ou não dar uma chance a série, mas parece que Rebelde é uma boa continuação e cheia de acontecimentos. Fico curiosa em relação aos personagens, e como o romance entre os protagonistas humaniza Wren, mesmo sendo sutil. Não sei se irei ler, mas não descarto a ideia.
    Abraços

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  5. Já havia lido uma resenha a respeito deste livro, e não consigo deixar de associar a The Walking Dead, e que nessa história os "zumbis" são os mocinhos.
    Amei, e já está em minha lista infinita para leitura.

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  6. Olá Giulia,
    Apesar de ainda não ter lido o primeiro livro não resisti e li toda a resenha, pois a curiosidade falou mais alto hahaha. Não tinha o costume de ler distopia, mas agora peguei gosto pelo gênero, então vou adicionar essa duologia para ler assim que tiver a oportunidade, já que nunca li algo do gênero de “zumbis”. Gosto quando a narrativa é intercalada entre os personagens, então sei que a leitura será agradável.
    Beijos

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  7. Oi Giulia, não tive coragem de ler a resenha, já que tem spoilers do primeiro livro e eu pretendo lê-lo.
    Eu gosto muito da sinopse de Reboot, e apesar de já ter lido algumas resenhas não tão boas sobre ele, pretendo começar a leitura em breve.
    E confesso que adorei saber que você deu 5 estrelas aos dois livros, fiquei mais animada agora para ler. Beijo!

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