{ na plateia } Coisas do Brechó

Cantores clássicos da MPB, como Roberto Carlos, Nelson Ned e Odair José, ganham voz e uma boa dose de bom humor. Na comédia musical Coisas do Brechó, Fátima Bernardes Leite, se transforma nesses e em outros artistas que fizeram a história da nossa música romântica.

Uma viagem às décadas de 60 e 70 com música, dança e humor. Assim é “Coisas do Brechó”, idealizado e estrelado por Fátima Bernardes Leite, mais conhecida como Fatinha de Inhaúma. Ela canta, dança e interpreta com disposição de dar inveja a muita garotinha.

Osvan Costa e Paola Castilho são o casal de apoio, fazendo as maiores graças e dando interpretações visuais às músicas já tão conhecidas. Os três usam uma roupa base preta e complementam o figurino com os elementos do cenário – que realmente parece um brechó – para caracterizar os personagens e cantores.

A ideia é reproduzir um programa de rádio ou televisão, com músicas que fizeram sucesso intercaladas por jingles que grudam na cabeça e te fazem lembrar a marca mesmo anos depois. É o caso da Poupança Bamerindus, Cremogema, Café Capital e outras mais. São 70 minutos em que você não consegue ficar parado, nem que seja pra bater uma palma ou dar uma boa risada.

Mesmo nós, mais jovens, conseguimos reconhecer vários artistas homenageados, como Chacrinha, Roberto Carlos, Dercy Gonçalves, Nelson Ned, Rosana, Wanderléa, Erasmo Carlos... E quem nunca ouviu “pare de tomar a pílula”, “por favor, pare agora”, “sorria, meu bem”, “eu já nem me lembro quanto tempo faz, mas eu não me esqueço que te amei demais”?

Confesso que fiquei sem entender metade das referências, mas deu gosto de ver a plateia rindo, interagindo, aplaudindo, cantando e dançando, reacendendo memórias e revivendo a juventude. Cheguei a ouvir um “todo mundo fazia isso”, “nossa, era assim mesmo” e “ela tá igualzinha”. As gargalhadas foram a certeza de que o espetáculo agradou.

A música ao vivo possibilita uma maior interação entre os atores e a plateia. Ernesto Rios (guitarra), Claudio Xerez (baixo), Rodrigo Borba (bateria) e Yan Guimarães (teclado) compõem a banda e ainda cantam no backing vocal.

Pra fazer essa viagem no túnel do tempo, você precisa ser rápido. A peça fica em cartaz até o dia 06/03, às sextas, sábados e domingos (exceto dia 26), às 20h, no Teatro Municipal Café Pequeno. Veja maiores informações, pegue seu desconto e concorra a entradas gratuitas no site Rio no Teatro. Ah! Não posso deixar de destacar que delícia é o local, bem aconchegante, com mesas e um bar para você aproveitar e pedir um petisco e uma bebida.

E me desculpe discordar, Nelson Ned, mas nem tudo passa, nem tudo passará. O que vi hoje é que tem muita coisa – que algumas pessoas até podem ver como coisas de brechó – que fica. E ficará para sempre!

Crítica escrita para o portal Rio no Teatro.
Giulia Ladislau
26 anos. Filha do Rei. Carioca da gema. Aliança na mão esquerda. Pedagoga por formação, militar por profissão, revisora por paixão. Fascinada por livros desde quando nem se entendia por gente.

Um comentário

  1. Que legal, Giulia!
    Lendo a resenha e você falando da Bamerindus, Cremogema e outros agora vou ficar com a música na cabeça, hahaha.
    Quero assistir. Se vier para Brasília, me avisa.
    Mesmo não entendendo todas referências, deve ser legal identificar as da nossa época, hehe.

    Beijoooos

    www.casosacasoselivros.com

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