Almanegra - Jodi Meadows







Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores.


Título: Almanegra (Incarnate #2)
Autor(a): Jodi Meadows
Editora: Valentina
Nº de páginas: 336
Onde comprar: Submarino | Saraiva | Americanas | Casas Bahia
Nota:

Ana sempre foi a única. Marginalizada. Apartada. E, para piorar, após o Escurecimento do Templo causado por seu pai, vários cidadãos de Heart a culpam pela perda definitiva de algumas almas, as almasnegras — e pelas almasnovas que nascerão em seu lugar. SOMBRAS Muitos temem a presença de Ana, um lembrete constante das mudanças irreversíveis. E quando as sílfides começam a se comportar de maneira diferente em relação a ela, Ana terá que aprender não apenas a se defender como àqueles que não podem fazer isso por si mesmos. AMOR Ana aprendeu desde cedo que os sem-alma não podem amar. Mas, e as almasnovas? Mais do que tudo, ela deseja ter a chance de viver e amar como qualquer outro cidadão de Heart, porém mesmo depois de Sam declarar seus mais profundos sentimentos, será que ela conseguirá superar uma vida inteira de rejeição e aceitar o amor? Almanegra explora a beleza e as profundezas sombrias da alma, numa história que é ao mesmo tempo um romance épico e uma fantasia cativante.

Após o escurecimento do templo, os cidadãos de Heart choraram pelo perecimento das almasnegras, amigos e amados que nunca veriam de novo, e o ódio daqueles por Ana só aumentou, já que culpavam a almanova e seu pai por todas as desgraças trazidas à cidade.

Para piorar a situação, descobriram que Ana tinha uma ligação especial com as sílfides, podendo controlá-las. Ana não tinha a mínima ideia de como ou por que podia fazer isso, e Sam temia que o Conselho pensasse que a garota era uma traidora e estava planejando um novo ataque à população.

Por conta disso, Ana decidiu ir a fundo nas pesquisas de Menehem, investigando as obscuridades por trás de tanto mistério envolvendo as almasnovas e a imortalidade de todos que viviam em Rage. A questão é que estava cada vez mais perigoso para ela e para as almasnovas que estavam chegando para morar em Heart. Ana precisava dar um jeito de protegê-las de quem queria vê-las mortas.

Mas, como se não bastasse enfrentar esse clima hostil, Ana percebeu que teria que lidar com uma forte concorrência pelo amor de Sam e com as próprias dúvidas e inseguranças do seu amado. A única coisa que ela poderia fazer era defrontar mais uma vez Janan e ir atrás das respostas para as suas perguntas, porém, isso significava invadir o templo novamente. Será que Ana irá conseguir?

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam.

***

Almanova me arrebatou de uma forma que é difícil de explicar. Não foi só pela originalidade do enredo, pela escrita deliciosa da autora ou pelos personagens que ganharam o meu coração, mas principalmente pelo tema, abordando os mistérios da reencarnação e a luta de uma frágil e insegura menina que ansiava desesperadamente por ser aceita e amada. Não é à toa que tratei de devorar Almanegra logo que pude, pois precisava descobrir o que ia acontecer.

Novamente narrado em primeira pessoa, aqui vemos uma Ana mais madura, destemida e, na verdade, cansada de se esconder. Ana compreende que nunca será aceita por todos, mas os amigos que fez em tão pouco tempo já conseguem acalentar seu coração e fazê-la se sentir completa.

Porém, o fato de mais almasnovas estarem nascendo a fez temer pelo futuro delas. Ana não queria que os outros sofressem como ela sofreu. Seu desejo era lhes proporcionar uma vida digna e provar que as almasnovas eram capazes de ser confiáveis e de contribuir para com a sociedade. Mas é claro que muitos não só não concordavam como fizeram de tudo para impedir que Ana seguisse com seus planos.

Com uma atmosfera muito diferente do seu antecessor, Almanegra possui um texto mais sombrio e pesado, nos deixando aflitos pelo futuro dos personagens. Além disso, Jodi me deixou maluco com muitas das revelações, mas mais ainda com as diversas dúvidas que plantou em minha cabeça.

A minha única decepção se deu por Sam, um dos meus personagens favoritos, que pagou de bundão nessa trama. Mas ok, eu o perdoei, afinal, é compreensível que sua postura tenha mudado tanto em virtude das perdas que teve e dos medos que implantaram em sua cabeça.

Só tenho uma coisa a dizer, preciso saber como essa história vai acabar, então já estou roendo as unhas para ler Infinita.
Leonardo Amarante
18 anos, gaúcho, estudando biomedicina. Vidrado em exatas, mas apaixonado pelos livros desde que se conhece por gente. Blogueiro nas horas vagas, tem paixão pelo que faz, e acredita fielmente que foi destinado à literatura, só falta ela perceber isso também.

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